ROTEIRISTA

EMPREENDEDOR

Roteiro Literário Vs. Roteiro de Produção


Um eterno debate que vejo e participo desde que comecei a dar os primeiros passos na minha carreira, é o eterno conflito entre o roteiro literário e o roteiro de produção. Ironicamente, muita gente que toma partido nesse conflito não sabe a diferença entre os dois.


De um lado, o roteiro visto como uma planta de um edifício. Um manual de instruções claro para que o diretor e a equipe possam executar o que ali está escrito. É o roteiro quase como um manual.


Do outro lado, o roteiro visto como obra literária, estando sujeita as mesmas regras de um livro, por exemplo, onde é obrigação do autor manter o leitor engajado e proporcionar uma leitura agradável.


Mas será que existe um equilíbrio entre os dois? Sim, existe, assim como para tudo na vida. Ninguém é 100% bom ou 100% mau, por mais que as pessoas gostem de tomar partido e defender suas posições.


Leio muitos roteiros onde o roteirista está mais preocupado em se comunicar com a equipe de produção do que em contar a história. Se esquecem que nesse estágio, o roteiro é apenas isso. Ele não é um filme, ainda. Inundam as páginas com referências e posicionamentos de câmera, descrevem cada objeto de cena, como se tivessem a obrigação de pintar o exato quadro da cena, quando na verdade, deveria focar nos personagens, nos conflitos e na história.


Para entender a diferença entre os dois tipos de roteiro, é preciso entender qual o caminho que o roteiro faz, desde sua criação até a estreia do filme.


Quando o roteirista começa a escrever um roteiro, não existe diretor, equipe nem nada, apenas ele e a tela em branco. A função do roteirista é contar aquela história da forma mais agradável e fluida possível. Deve focar em deixar o roteiro irresistível, fisgando o leitor desde as primeiras paginas e compelindo-o a ler até o final. São esses roteiros que são selecionados para produção.


Depois que o roteiro sai da mão do roteirista e vai para a equipe de produção, a menos que o seu contrato diga que você terá que reescrever cenas durante as filmagens, seu trabalho terminou. O roteiro agora pertence a equipe de produção e eles vão adaptá-lo de acordo com os limites de orçamento, elenco, locações, etc.


É NESSE MOMENTO que o roteiro deixa de ser uma obra literária e se transforma em uma ferramenta de produção, pois cada diretor vai interpretar aquela história de seu próprio jeito. Imagine o clássico de Shakespeare Romeu e Julieta. Imagine agora quantas vezes você já viu essa história recontada de formas diferentes? A história não muda, mas os elementos sim.


É durante esse processo que a equipe de produção vai numerar as cenas (sim, roteirista NÃO DEVE numerar cenas, os diálogos, vão decupar o cenário, os atores, locações, figurinos. São tantas notas que ao final da Pré Produção, o roteiro já é outro filme, porém com a mesma história.


O mercado precisa de bons contadores de história, não de bons formatadores de roteiro. Se você dá mais importância a formatação do que a narrativa, tem alguma coisa errada. Um roteiro genial pode ser formatado por qualquer um com instrução. Já uma história ruim, por melhor que esteja formatada, precisará de um artista diferenciado para salvá-lo, e isso custa caro.

O MELHOR PONTO DE PARTIDA

PARA NOVOS ROTEIRISTAS

Contato

Av. Bernardo Vieira de Melo, 2143 lj 07 

cxpst 023, Jaboatão dos Guararapes-PE

54410-010

roteiristaempreendedor@gmail.com

  • Branco Facebook Ícone
  • Branco Twitter Ícone
  • Branca Ícone Instagram

© Copyright 2015 Roteirista Empreendedor

Labonia Photo & Video LTDA. - www.roteiristaempreendedor.com

Contato Imprensa e Apoio - roteiristaempreendedor@gmail.com