ROTEIRISTA

EMPREENDEDOR

Quer Contratar um Agente de Hollywood?

04.02.2016

 

Uma das questões mais constantes que vejo entre roteiristas iniciantes, é a dúvida de como conseguir um agente literário em Hollywood. Alguém que pegue o seu roteiro e tente vendê-lo para as produtoras e studios de cinema.

 

Parece um sonho. Um profissional que vai fazer a parte chata por mim, que vai correr atrás para vender meu roteiro enquanto eu fico em casa escrevendo. Parece ser bom demais pra ser verdade. E é.

 

O que eu aprendi quando cheguei em Los Angeles pela primeira vez, é que se você não sabe como conseguir um agente, provavelmente é porque não está pronto para um. E realmente eu não estava. Eu estava tão focado em correr atrás e conseguir uma entrevista em uma agência que mal pensei no que ia fazer se conseguisse a tal entrevista. Era como um cão perseguindo um carro, mas que não sabe exatamente o que fazer se um dia conseguir pegá-lo.

 

Anos depois, já em Vancouver, que comecei a entender como o mercado norte-americano funciona e qual o papel do Agente dentro dessa máquina que é a indústria de cinema e TV. Espero com isso poder compartilhar um pouco com vocês do que eu tive que aprender na pele.

 

O primeiro passo para se conseguir um agente, é o mais óbvio de todos, mas é o que 95% dos novos roteiristas ignoram. Tenha um excelente roteiro!

 

Eu não estou falando de uma boa ideia que você e seus amigos acham genial. Estou falando de um roteiro de nível profissional, executado e craftado com maestria e pronto para a produção.

 

Essa é outra lição que eu aprendi na carne. Seu primeiro roteiro NÃO VAI SER UMA OBRA PRIMA. Se acostume com essa ideia o quanto antes e siga em frente para evitar futuras decepções. Da mesma forma que se você é um músico, não vai ser a sua primeira música que vai estourar nas paradas de sucesso. Se você é um engenheiro, sua primeira casa não vai ser la essas coisas. O primeiro roteiro de um roteirista, serve mais como aprendizado do que qualquer outra coisa. Aprender sobre o mercado, sobre a profissão, sobre o timing, sobre o formato apropriado de um projeto. Isso inclui, entender como conseguir um agente.

 

O trabalho do Writing Agent, ou Agente Literário é baseado em networking e comissões. Para tudo na vida, se você quer entender o outro lado, precisa vestir os sapatos do outro por um momento e tentar enxergar seu ponto de vista. Por isso vamos imaginar que você é dono de uma grande e respeitada agência de talentos de Hollywood.

 

Você estudou e trabalhou a vida toda para entender o mercado que quer trabalhar. Fez contatos preciosos com pessoas que se tornaram produtores executivos ou diretores criativos. Você não tem o talento que eles estão procurando, mas graças a sua capacidade de networking e seu faro para identificar bons projetos, você consegue acesso ao talento de outras pessoas.

 

Um detalhe importante a ser lembrado, é que o seu relacionamento com as produtoras e studios depende diretamente da qualidade do material que você, o Agente, repassa para eles. Se você é uma pessoa que sempre traz bons projetos, que fazem bastante dinheiro para a casa, As portas estarão sempre abertas para você, porém se você começara repassar qualquer coisa, logo eles não vão mais querer nada que venha de você e você vai ter queimado uma porta para sempre.

 

Por isso, é trabalho do Agente filtrar entre os MILHARES de aspirantes a roteiristas, aqueles que estão realmente prontos para dar o próximo passo. Aqueles roteiros que têm exatamente o que o mercado está procurando, no momento exato. Aquele projeto que está pronto para a produção. Essa tarefa toma a maior parte do tempo do agente. Por isso ele terá que ter vários assistentes e leitores para ler uma grande quantidade de projetos e filtrar os que vão pra mesa e os que vão pro lixo.

 

É fácil imaginar que os agentes dão prioridade a roteiristas que já venderam antes, que já mostraram que são profissionais capazes de acompanhar o mercado. Esses roteiros são lidos em primeiro lugar. Depois vêm os roteiros que chegam através dos próprios clientes através de indicação (networking é tudo). Depois eles recebem roteiros premiados, que chegam diretamente dos festivais. São roteiristas estreantes, mas que foram premiados e por isso entrram na fila da agência.

 

Depois de tudo isso, os agentes estão tão atolados de e-mails e projetos, que o roteiro que você for mandar por conta própria, sem ser solicitado, provacelmente vai acabar no lixo. Isso não é maldade ou crueldade do mercado. Os profissionais estão muito ocupados para receber e-mails e ler roteiros não solicitados.

 

O processo para conseguir um agente não é diferente do processo de conseguir um produtor para o seu roteiro. Aliás, você terá mais chances de conseguir uma reunião diretamente com um produtor do que com um agente. Muitos roteiristas fazem a ponte diretamente com os seus produtores. Foi o caso de Neil Bloomkamp, diretor de Distrito 9, que produziu o filme depois de ter conhecido pessoalmente o diretor Peter Jackson, que produziu o filme.

 

Eu até hoje nunca precisei de um agente. Todos os contatos que fiz foi direto com produtores e diretores. Os cursos e as faculdades de cinema me ajudaram a fazer contatos com pessoas que hoje são ativas no mercado em que eu trabalho e são essas pessoas que indicam o meu trabalho para as suas empresas ou clientes.

 

Mas então, porque eu preciso de um agente? Bom, os GRANDES studios e produtoras, como você deve imaginar, são o principal alvo de todos os que iniciam na área do cinema e da TV. Todo mundo sonha em trabalhar na Warner Bros, ou na Universal. Escrever um roteiro para a HBO ou Netflix. O problema é que quando você é um gigante no mercado, você precisa filtrar AINDA MAIS o tipo de conteúdo que chega até você. Por isso que os studios só recebem material que chegue através de um agente. Assim eles sabem que o material que está chegando pra eles é digno de produção. Por isso, se você quiser um dia escrever um grande blockbuster, você precisa obrigatoriamente de um agente.

 

Por isso, a MELHOR forma de conseguir um agente literário, é antes de tudo encontrar um produtor que queira produzir o seu roteiro. Você fez o contato, mandou o projeto, A produtora gostou e te diz. “Peça para o seu agente entrar em contato comigo para fecharmos o acordo.”

 

Nesse momento, você entra em contato com a agência que você escolheu e diz: “Eu tenho um contrato com uma produtora. Por favor me represente.” Acredite, o Agente ficará feliz em representá-lo e ganhar 10% do seu cachê. “Mas eu fiz o trabalho todo”, você pensa, mas você não contratou um agente para representá-lo só nesse projeto. Você contratou um agente para representá-lo no seus PRÓXIMOS. Agora que o agente sabe que você já vendeu um roteiro, ele vai querer ver os seus próximos trabalhos. E se estes tiverem o mesmo nível de qualidade, ele vai correr atrás para vendê-lo a seus parceiros.

 

Por isso que eu assumi para minha carreira a postura do Roteirista Empreendedor. Não quis ficar esperando as coisas acontecerem, por isso fui lá e fiz. Por isso dedico tanto do meu tempo para compartilhar esse tipo de conhecimento, para incentivar os novos roteiristas a se prepararem o quanto antes, a entender o mercado e a destruir certas ilusões que todo roteirista iniciante tem.

 

Ninguém vai trabalhar por você e ninguém vai fazer você crescer. Tudo depende de você, da sua atitude e da sua capacidade de planejar e executar. A estrada é longa para chegar no tão sonhado pagamento de seis dígitos, e só chegam lá os que estão dispostos a passar por cima de todos os obstáculos sem se abater.

 

Esse é o verdadeiro Roteirista Empreendedor.

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