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Imersão no Storytelling

19.08.2019

 

 

As mídias de entretenimento estão em constante evolução, na última década vimos o mercado mudar seu discurso e o usuário mudar a sua forma de consumo, a TV que por 50 anos foi tão forte, já tem hoje o seu final decretado, o cinema que apenas disponibilizava os filmes para serem assistidos tiveram que mudar sua posição e proporcionar uma nova experiencia a seus consumidores. Então veio o divisor de águas, a internet, plataformas como YouTube que deram voz para pequenos produtores, e a Netflix que facilitou e barateou o consumo.


Com tantas mudanças como será o futuro do audiovisual, que navega em certezas e incertezas, no tópico de hoje falaremos de imersão no storytelling, transmídias, videogames e Black Mirror.


Quando falamos de imersão a primeira coisa que vem a nossa cabeça são os jogos, de todos os tipos, desde Mario que dá a liberdade de ir pra frente e matar os inimigos ou não, até Detroit: Become Human, onde as escolhas impactam diretamente na história e muda o final.


Este é um dos grandes atrativos dos videogames, poder viver uma outra realidade, ser uma outra pessoa que geralmente você não é. Quer sair e atropelar velhinhas na rua, tudo bem, se for no GTA, ninguém – com exceção dos programas sensacionalistas da TV – ninguém irá te culpar, todo mundo faz isso.


É desta vontade de querer se manter integrado que surge as histórias transmídias, públicos diferentes consomem mídias diferentes, e isso pode acabar tornando tal parte alheia as obras audiovisuais. Veja, hoje Game of Thrones, um seriado de TV fechada Premium, é conhecido por todo mundo, e muito comentado. Mas pegue outro contexto, se a série tivesse sido lançada nos anos 90, com o inicio da TV paga no Brasil, onde só a classe A podia ter acesso a um produto destes. Você acha que todo mundo comentaria? Provavelmente não. Então o que faz hoje diferente daqueles anos 90. As outras mídias. Game of Thrones tem jogos, livros, chegou até a ter um programa de mesa redonda sobre ele. Todo mundo falava da série, e isto repercutiu diretamente nela, teorias que foram comprovadas, criticas nas redes sociais, tudo estava integrado. A experiencia é outra. Em uma época onde as teorias ficavam confinadas a seu círculo de amigos, muito provavelmente você teria se surpreendido mais.


Pode ser que isso te assuste, o público mandando na sua obra, falando diretamente o que não gosta e o que gosta, mas essa é a realidade do mercado, ninguém quer mais ser um espectador passivo que apenas assiste e não diz nada. 


Então entramos na era da imersão.


Além de opinar, o espectador quer ter um poder de escolha, algo que afete diretamente na trama e de maneira imediata, não um personagem esquecido e depois resgatado pela popularidade. Foi quando resolvemos colocar as decisões morais na mão da audiência.


Muitos podem pensar que isto surgiu com Black Mirror: Bandersnatch, mas a verdade é que este tipo de mídia com múltiplas escolhas já existe a um certo tempo. Programas como Você Decide (Globo) jogavam decisões a audiência que deveria ligar do seu telefone fixo para ditar o rumo da trama.


Como todo tipo de tecnologia, que primeiro surge de forma restrita, e depois se populariza e se propaga, a narrativa imersiva vem como uma nova tendência para as mídias audiovisuais. Isto significa mais possibilidades e experiencias únicas, a audiência entra na pele dos personagens e vivem seus dramas mais realisticamente, isto integrado com outras tecnologias, como as SmarTVs, realidade aumentada e virtual irá provocar uma revolução em como pensamos as tramas.


Se antes um roteirista era obrigado a colocar impasses para incrementar a sua trama e criar tensão, suspense e desenvolver as consequências, selecionando aquilo que melhor encaixava com sua história, agora o momento é de testar todos os caminhos, todas as consequências. 


Coisas que podíamos fazer no passado apenas com sugestões ou complicando tramas e deixando-as confusas, como o filme Mr. Nobody, onde cada decisão do personagem ramifica em diferentes linhas do tempo, levando a novos conflitos que não são explorados se tal decisão passada fosse diferente.


E Você? Está pronto para o futuro do audiovisual imersivo? Saiba que agora a opção correta a se seguir no roteiro são todas, e que a sua audiência escolherá.
 

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